Gaivotas podem voar? Reflexões do livro Fernão Capelo Gaivota

Um grande professor me perguntou recentemente se eu já havia lido Fernão Capelo Gaivota. Tentei buscar em minha memória algo sobre um título que eu já ouvi falar muito e concluí nunca o havia lido. Venho aqui mostrar para vocês o quanto este livro me surpreendeu. Uma leitura rasa para quem não se propõe a ler nas entrelinhas e um universo para quem tem trilhado o caminho do despertar da consciência.
Antes de falar do livro, vou lhe apresentar o autor.
Richard Bach nasceu em 1936 e publicou este livro em 1970, nos Estados Unidos.
Bach foi criado na Califórnia por uma família de classe média e no seu entorno a religião trazia uma visão bem restrita. Ele era piloto reserva da Força Aérea e dizia: “Voar é a minha religião”. Um monge budista me ensinou que a religião é apenas um método para você se aprimorar e caminhar na direção do amor. Neste caso, o “vôo” trouxe exatamente este serviço para Richard Bach.
Cercado pela visão de um Deus limitado pelas crenças populares, Bach resolveu trazer em seus livros uma visão pessoal sobre a evolução do ser, arraigado em uma metáfora filosófica complexa sobre a arte de voar.
“Seu estilo simples pode enganar à primeira vista, porque, por trás de palavras elegantemente unidas, escondem-se verdades e pensamentos filosóficos dos mais profundos.” [2]
Richard Bach chegou a escrever outros livros, nos quais também utilizava a sua experiência de vôo para apresentar questões importantes da espiritualidade como “O livro do Messias”, “Fora de Mim” e “Em Busca de Inspiração,”, mas nenhum fez tanto sucesso como o “Fernão Capelo Gaivota”.
O Livro Fernão Capelo Gaivota
É bom que se esclareça logo que não se trata de um livro religioso. Ainda, não há que se comparar a sua literatura com nenhuma única visão espiritualista, ela trás o contexto de uma observação pessoal sobre a evolução do ser, sobre as várias moradas da casa do Pai e sobre a busca do amor incondicional. Essa visão pessoal de Richard Bach é que trás toda a graça da leitura.
Bach trouxe uma visão perfeita em um contexto espiritualista. Devo explicar que o espiritualista é aquele que ele busca o aperfeiçoamento das questões do espírito. Como o objetivo deste artigo é lhe comover a ler o livro e não lhe contar a história, me proponho a apenas instigar-lhe os sentidos como quem come um brigadeiro bem gostoso, na frente de uma pessoa de dieta.
Judiação, gente!
Agora, se você está esperando ler a história de Fernão em seu sentido literal, tentando encaixá-lo em alguma doutrina religiosa, ou no contexto das gaivotas reais, recomendo: Não saia da dieta! Por outro lado, se você está aberto a novos pensamentos, se lambuze de brigadeiros e siga comigo.
O livro conta a história de uma gaivota, um pássaro mesmo, que queria fazer algo mais do que simplesmente lutar por comida. O objetivo de vida dele era aprender a voar cada vez melhor. Criticado por todos, limitado pelo seu corpo desengonçado, ele imerge em uma busca incessante em sua própria evolução.
“Por quê, Fernão, POR QUÊ? – perguntava-lhe a mãe. Por que é que lhe custa tanto ser como o resto do bando?”
Amei essa frase, pois se você também caminha no sentido do despertar, ou seja, da busca pelo aprimoramento do espírito, já deve ter ouvido algo assim. Lembro uma vez em que um grande amigo me respondeu que eu saberia que estava no caminho certo quando as pessoas começassem a dizer que estou louca. Fazer tudo igual não trás o despertar da consciência e Fernão desafiou o senso comum. Enfim, o caminho do despertar é assim mesmo. Ah sempre o risco de ser banido da comunidade, como aconteceu com Fernão. Ops! Spoiler…. desculpe.
Continuando…
Focado em sua busca constante pelo aprendizado, Fernão pensou algumas vezes em tentar se enquadrar no padrão do grupo, mas não tinha mais volta e isso lhe causava grande sofrimento. Lembro-me do meu psicólogo dizendo que a terapia é um processo sem volta. Verdade! Então, Fernão segue incessante na busca pelo autoconhecimento, por se acrisolar, e entra em uma jornada sem volta.
Aviso aos navegantes: não tem volta!
Em sua jornada, Fernão, depois de se tornar mestre de si mesmo, começa a receber orientações de um mentor que ele conheceu no paraíso e aprende que:

Cabe lembrar que toda teoria da atração, da cura quântica e da Fé, retratada por Jesus como imprescindível para a cura, está dita aí, em uma explicação singela sobre vôos. Somente esta frase, dá para escrever uns vinte artigos! Mas as surpresas do livro não param por aí. Fiquei intrigada em perceber que este mentor, em nenhum momento, deixa Fernão ficar dependente dele. Como acontece com os bons mestres e terapeutas de diversas áreas: o foco é tornar o aprendiz livre! Assim, Fernão resolve ser tutor de outras gaivotas que ainda estão presas em suas crenças limitantes e explica: “Temos que pôr de parte tudo o que nos limita.”, ele completa:

Fernão Capelo Gaivota
Não há coisa tão singela do que colocar no bico de uma gaivota o que Buda, Sri Prem Baba, André Luiz, Jesus, Einstein e tantos outros mestres vem desenhando para a humanidade. O pensamento cria! Nos adoecemos, nos curamos e tornamos o meio em que vivemos exatamente como queremos. Somos co-criadores do Universo.
A partir de então, Fernão inicia um caminho lindo na busca do amor incondicional.
O livro é muito rico e não vou falar mais para deixá-los com vontade de comer o brigadeiro. Espero que postem nos comentários os trechos do livro que vocês mais gostaram.

Luz Estelar!

Referências
3 – http://www.imagick.org.br/pagmag/turma2/bach.html
4 – Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach, publicado em 1970.
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