Um exercício de lógica para compreender a importância da caridade.

Se pudéssemos resumir todos os ensinamentos dos grandes mestres da humanidade em uma só lição, diríamos algo sobre o exercício do amor incondicional. Algo que ainda extrapola o nosso entendimento. O Hinduismo explica “você não tem que amar a rosa, você é a rosa”, é muito mais do que querer bem. Foi esse mesmo grande e nobre sentimento que levou Buda a amar tanto a humanidade ao ponto de iniciar a busca pela eliminação do sofrimento. Ainda, o grande Mestre Jesus disse: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” ou seja, não é qualquer tipo de amor, é o amor igualzinho o dele! Você está preparado para este sentimento?
O amor incondicional ainda é um sentimento muito distante da nossa realidade. Claro, se você ainda não é um espírito puro e está aqui nessa peleja como eu. Sei lá, né? Quem sabe tem algum espírito puro lendo o meu blog? Mas como diz Haroldo Dutra, se você ainda tem estômago e intestino, você provavelmente não é um espírito puro. Então este texto pode ser útil para você. Dito isso, acredito que para você, que tem intestino e estômago como eu, também seja bem difícil olhar para o outro, aquele que não participa do nosso meio de convívio diário, e amá-lo profundamente e incondicionalmente.
Vamos fazer um exercício para que fique mais claro com três passos:
1) Vai ali e ama aquele senhor morador de rua.
2) Ama aquela pessoa que te fez mal no trabalho.
3) Ama aquela pessoa do seu grupo religioso que briga com todo mundo.
Ohhhh seres que possuem estômago e intestino, é difícil, né?
Agora vamos pautar outros três exercícios:
1) Dê um prato de comida para aquele morador de rua.
2) Faça um relatório para ajudar aquele mala do trabalho.
3) Pare uns minutos para escutar aquela pessoa brigona do grupo espírita.
Ficou mais plausível para você, né? É isso… a caridade é o exercício do amor. É o primeiro passo!
Sabe, Jesus era puro amor, ele nos ensinou em toda a sua jornada aqui na Terra: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O problema é que ainda não entendemos que o próximo é todo mundo. Muito além da sua Igreja, da sua família, do seu setor de trabalho e alcança até aquele que pensa diferente de você… ou seja, é todo mundo! O conceito de próximo também inclui os animais, as plantas, o universo… tudo!
Assim, o exercício do amor é o único caminho para a nossa evolução. Jesus, ser de puro amor, disse, eu sou o caminho, a verdade e a vida. Como seria muito bom se seguíssemos um pouquinho do seu exemplo de puro amor.
O caminho é o amor, mas o ensinamento “o amor cobre uma multidão de pecados” perdeu o sentido no meio da deturpação do conceito de pecado e precisa ser esclarecido:
“Em sua acepção original, a expressão hebraica chatta’th, passando para o grego hamartia e depois, para o latim, peccatu, não indicava pecado como ofensa a Deus, mas sim qualquer tipo de erro, como errar o caminho para um endereço ou um lançamento de flecha errar o alvo.” [1]
Então, primeiro precisamos entender que Deus, criador do Universo, é puro amor. Ou seja, ele não fica magoado, de mal, fecha a cara e, muito menos, fica punindo a gente quando a gente comete pecados, ou seja, comete erros. O pecado não é uma ofensa à Deus e sim uma ofensa à sua própria evolução. O pecado (erro) é punido por você mesmo, a sua consciência castiga. Você, pecador (aquele que erra), precisa se livrar do erro para evoluir e a sua vida prosperar. É uma jornada. Ao amar, você supera uma multidão de erros (pecados). Ficou mais lógico? Os passos para o amor são passos largos na caminhada da evolução. Para amar é preciso se libertar do ego, da vaidade, dos desejos infelizes, da raiva, ou seja, é a lapidação do ser tão explicada pelos grandes mestres da humanidade. A caridade, como dito anteriormente, é o exercício do amor.
Concluo com a fala do querido apóstolo Paulo:
“Ainda que eu falasse a língua dos anjos, ainda que eu tivesse o dom de profetizar e conhecer todos os mistérios, e ainda que eu tivesse toda a fé possível, capaz de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada serei”. Paulo 1ª Carta aos Coríntios.
Seja caridoso o tempo todo e não somente nas épocas do Natal, pois “Fora da caridade não há salvação”.

Luz Estelar!

Referências:
Bíblia
O evangelho segundo o espiritismo
Livro Sândalo
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5 comentários sobre “Um exercício de lógica para compreender a importância da caridade.

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