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Animais – Nosso Lar

Existem relatos de animais no plano espiritual? Apresento para vocês uma catalogação de pontos em que são citados alguns animais nos livros da série de André Luiz, psicografados por Chico Xavier, para auxílio em estudos futuros.

Livro dos Espíritos – Pergunta 601: Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma lei progressiva? “Sim; e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios mais amplos de comunicação. São sempre, porém, inferiores ao homem e se lhe acham submetidos, tendo neles o homem servidores inteligentes.”

Neste post, vamos tratar do Livro Nosso Lar (1944)

Cap. 7 – Explicações de Lísias

A pequena distância, alteavam-se graciosos edifícios. Alinhavam-se a espaços regulares, exibindo formas diversas. Nenhum sem flores à entrada, destacando-se algumas casinhas encantadoras, cercadas por muros de hera, onde rosas diferentes desabrochavam, aqui e ali, adornando o verde de cambiantes variados. Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e, de quando em quando, pousavam agrupadas nas torres muito alvas, a se erguerem retilíneas, lembrando lírios gigantescos, rumo ao céu

Das janelas largas, observava, curioso, o movimento do parque. Extremamente surpreendido, identificava animais domésticos, entre as árvores frondosas, enfileiradas ao fundo.

Cap. 33 – Curiosas Observações

Identifiquei a caravana que avançava em nossa direção, sob a claridade branda do céu. De repente, ouvi o ladrar de cães, a grande distância.

– Que é isso? – interroguei, assombrado.

Os cães – disse Narcisa – são auxiliares preciosos nas regiões obscuras do Umbral, onde não estacionam somente os homens desencarnados, mas também verdadeiros monstros, que não cabe agora descrever.

A enfermeira, em voz ativa, chamou os servos distantes, enviando um deles ao interior, transmitindo avisos.

Fixei atentamente o grupo estranho que se aproximava devagarinho. Seis grandes carros, formato diligência, precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos, eram tirados por animais que, mesmo de longe, me pareceram iguais aos muares terrestres. Mas a nota mais interessante era os grandes bandos de aves, de corpo volumoso, que voavam a curta distância, acima dos carros, produzindo ruídos singulares.

Dirigi-me, incontinenti, a Narcisa, perguntando:

– Onde está o aeróbus? Não seria possível utilizá-lo no Umbral?

Dizendo-me que não, indaguei das razões. Sempre atenciosa, a enfermeira explicou:

– Questão de densidade da matéria. Pode você figurar um exemplo com a água e o ar. O avião que fende a atmosfera do planeta não pode fazer o mesmo na massa equórea. Poderíamos construir determinadas máquinas como o submarino; mas, por espírito de compaixão pelos que sofrem, os núcleos espirituais superiores preferem aplicar aparelhos de transição. Além disso, em muitos casos, não se pode prescindir da colaboração dos animais.

– Como assim? – perguntei, surpreso.

– Os cães facilitam o trabalho, os muares suportam cargas pacientemente e fornecem calor nas zonas onde se faça necessário; e aquelas aves – acrescentou, indicando-as no espaço –, que denominamos íbis viajores, são excelentes auxiliares dos Samaritanos, por devorarem as formas mentais odiosas e perversas, entrando em luta franca com as trevas umbralinas.

Vinha, agora, mais próxima a caravana. Narcisa fixou-me com bondosa atenção, rematando:

– Mas, no momento, o dever não comporta minudências informativas. Poderá colher valiosas lições sobre os animais, não aqui, mas no Ministério do Esclarecimento, onde se localizam os parques de estudo e experimentação.

E distribuindo ordens de serviço, aqui e acolá, preparava-se para receber novos doentes do espírito.

Cap. 34 – Os Recém-Chegados do Umbral

Estacaram as matilhas de cães ao nosso lado, conduzidas por trabalhadores de pulso firme. Daí a minutos, estávamos todos enfrentando os enormes corredores de ingresso às Câmaras de Retificação. Servidores movimentavam-se apressados.

Cap. 35 – Encontro Singular

Guardavam-se petrechos da excursão e recolhiam-se animais de serviço, quando a voz de alguém se fez ouvir carinhosamente, a meu lado: – André! Você aqui? Muito bem! Que agradável surpresa!…

Caso algum ponto tenha passado desapercebido por mim, favor indicar nos comentários que atualizarei o post e ficarei muito grata!

Em breve, outros livros da série André Luiz.

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A energia da Páscoa

Parece até clichê dizer que atraímos aquilo que está na nossa vibração. Pensamentos, sentimentos, atitudes, emoções, tudo, absolutamente tudo, gera e movimenta energias que nos cercam e ditam aquilo que atraímos ou repulsamos.

Então, vamos falar sobre a energia da Páscoa?

Mesmo sabendo da importância de cuidarmos da nossa energia, nos perdemos em caminhos que nos levam à depressão e tristezas inexplicáveis. Nesta época, o psiquismo da Terra se conecta com muito sofrimento e ficamos ainda mais vulneráveis.

Lembro que a Páscoa é uma comemoração de origem Judaica, na qual se lembra a libertação do povo Hebreu de mais de 400 anos de escravidão pelo Egito. Imagine-se vivendo naquele momento, vendo a alegria do povo e sentindo a vibração da liberdade. Não seria maravilhoso?

O sentimento de libertação é um verdadeiro bálsamo para a alma.

Os cristãos, e quero deixar registrado que sou cristã, assumiram este período de festa em suas vivências e comemoram a libertação material trazida nas mensagens de Jesus, lembramos o momento em que Jesus se liberta da matéria e dá lugar para o espírito eterno. Assim, a Páscoa permanece tendo a característica da libertação e o convite a uma vida e uma vivência espiritual.

De forma maravilhosa, teríamos a opção de nos conectarmos com o sentimento de libertação e alegria. Poderíamos viver a experiência espiritual e nos aproximarmos de Deus por meio da vibração de amor e alegria. No entanto, somos bombardeados com uma energia de sofrimento e de dor.

Fuja desesperadamente das mensagens de dor e sofrimento. Escolha não conectar com esta energia.

Talvez algum cristão goste de ter a imagem de Jesus crucificado com sangue e tudo mais, mas eu prefiro me conectar com a energia de Jesus conversando com as crianças, curando e ensinando. Os discípulos e seus seguidores sentiam alegria ao seu lado e não sofrimento. A conexão com a passagem ativa de Jesus pela Terra me faz sentir que a sua alegria se realiza em mim.

João 15-11: Tenho dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa.

Muito bem, entenderam que é uma questão de escolha? Agora pensem bem, qual energia você quer carregar em seu coração hoje? A energia do amor, da libertação e da alegria ou a energia do sofrimento e da dor?

Levem chocolate recheados de amor. Jesus não tirou os pecados do mundo, mas nos ensinou o caminho: “o amor cobre uma multidão de pecados”.

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