Publicado em autoconhecimento

Resgatando Sonhos

Quais são os seus sonhos (desejos)? Quais são os sonhos dos seus filhos, companheiros e irmãos? Você corre tanto na sua vida e está indo para onde? Já parou para pensar sobre isso?


Ao refletir sobre sonhos, percebi que, em algum momento da minha vida, eles ficaram para trás. Será que foi naquela curva das dificuldades financeiras ou na equina em que se encontra a avenida das mil e uma atividades automáticas que executo no dia a dia com a avenida do cansaço do fim do dia.

“Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para ir embora daqui?” “Depende bastante de para onde quer ir”, respondeu o Gato. “Não me importa muito para onde”, disse Alice. “Então não importa que caminho tome”, disse o Gato. [1]

A verdade é que nos tornamos Alices.


Na correria do dia a dia, podemos estar indo muito longe. Chegaremos a um local que pode não ter absolutamente nada a ver com o que desejamos para nós mesmos. Este fato ocorreu com Ryan Nicodemus. No documentário “O Minimalismo“, Ryan nos conta como se tornou um grande executivo, com uma sala em um prédio lindo e completamente desconectado de si mesmo. Após pedir demissão e passar a trabalhar em um local perto de casa, ao qual, ele poderia ir de skate, percebeu que agora, sim, ele estava feliz.

Para onde estamos indo?

Para onde quero ir?

Esses pensamentos devem estar presente ao escolher a escola do filho, ao se escolher o bairro em que vai morar e o estilo de vida que vai seguir. O problema é que caminhamos como Alice. Na busca pela melhor escola para que o nosso filho tenha condições de passar em uma faculdade Medicina, nós nos esquecemos de observar que ele possa ter pavor de sangue, que talvez o seu sonho seja ser músico, advogado ou um Monge Tibetano.
Você já se fez esta pergunta?
Você já perguntou isto para ele?

De fato, estamos vivendo em um período perigoso em que constantemente matamos os nossos sonhos e dos outros. O sonhador é aquele que dá muito trabalho. É aquele colega do serviço que fica inventando moda. É aquele menino que foge do padrão e é diferente. Até crucificamos um cara que pensava diferente demais, né? O problema é que o sonho nos impulsiona, faz-nos crescer e promove mudanças importantes. O sonhador é aquele que faz a humanidade dar um passo à frente.

Quem não sonha vai andando sem rumo. É importante ressaltar que a falta de planos para o futuro é um dos sintomas do suicídio que assombra a nossa sociedade.


Estimulem os sonhos de todos ao seu redor. Escreva seus sonhos em um papel e trace metas reais. Caminhe nessa direção. Reveja os sonhos, se preciso, e trace novas metas. Não pare nunca de sonhar e caminhar.

Referências

1 Alice – Aventuras no país das Maravilhas – Lewis Carrol
2 Laços de Afeto – Ermance Dufaux

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Alimento Verbal

Vivemos em um mundo repleto de bombardeios de informações e em uma era dos especialistas formados pela internet sobre tudo! Ao oferecer uma comida para alguém você deve estar preparado para responder se contem glúten, se tem lactose, se é orgânico, se é low carb e muito mais. Bom, e se tratássemos as informações da mesma forma que estamos tratando as questões alimentares? Como estamos tratando o verbo do qual ingerimos? Isto mesmo, você faz alguma seleção ou ingere tudo?

Espero que gostem!

A proposta desta reflexão não é falar sobre o público neurado em alimentação e trazer esta neura para todos os outros campos da vida. O equilíbrio é sempre o melhor caminho. O público que estou falando é aquele que se preocupa sim com a alimentação, mas que, como eu, de vez em quando se debruça em um pote de sorvete ou uma barra de chocolate feliz da vida, mas sabendo exatamente o que estou fazendo! Sei que há pessoas que não se preocupam tanto assim com os alimentos, mas ao menos sabem olhar em um rótulo se é light, diet ou dá prêmios. 😉

Bom, vamos embarcar nessa viagem…

Imagine-se em um grande banquete. Tudo lhe parece saboroso. No entanto, alguns alimentos, se você observá-los com mais cautela, você já os descartaria imediatamente. Criamos critérios pelo cheiro, pelo formato e até pela cor. Por analogia, algumas informações você já deveria descartar instantaneamente. Aquelas muito sensacionalistas que chegam a ser amargas, ou aquelas que trazem tanta polêmica desnecessária que são muito ácidas. Faz bem se poupar de certos alimentos verbais danosos e não oferecê-los para a família e amigos.

Comida amarga
Se você não gosta, evite assuntos e informações amargas. Seria razoável você também não oferecer este tipo de alimento verbal para os outros, certo?

No texto do capítulo “Alimento Verbal” [1], Emmanuel sugere avaliarmos a procedência do verbo que nos alimentamos e oferecemos aos outros. Assim como temos buscado a alimentação orgânica, há que se buscar as informações orgânicas, ou seja, natural e livre de adulterações. Simples assim: antes de passar uma informação sobre a Joana, pergunte para a Joana. Antes de passar uma notícia para frente, veja quem a está endossando?
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Agora que você já refletiu sobre a procedência dos alimentos, vamos para outro critério: a digestão! Este é um fator muito pessoal. Diria que o que nos difere uns dos outros é basicamente o nosso aparelho digestivo, ou seja, a forma como digerimos fisicamente e energeticamente as informações que nos são passadas.

Para explicar melhor, digo que há certos alimentos naturais, orgânicos, deliciosos e que me fazem mal como o Pequi. Amoooo… mas passo muito mal. Talvez eu deveria nunca mais comer, mas gosto muito. O que proponho é que você tenha consciência do que você está ingerindo e as consequências de sua digestão e, à partir de então, faça uma escolha. Por exemplo: veja um filme, escute uma música, ouça uma notícia e se analise. Perceba como você fica durante esta digestão: feliz, triste, animado, irritado? Conhecer este efeito é muito importante.

No meu caso, quando ouço o Gayatri Mantra me sinto feliz, quando ouço a música da Iza me sinto empoderada! Ou seja, quando a minha autoestima estiver ficando baixa, o meu alimento deve ser a Iza. Funciona no meu caso! Da mesma forma, evito filmes que fazem chorar, porque eu me acabo e custo a mudar o meu campo energético. Enfim, você precisa entender que determinados alimentos verbais servem para determinadas situações. Assim, se você quiser ver um filme de guerra, mesmo sabendo que te deixa agitado demais, não marque uma conversa com o chefe logo após. Ou seja, não consuma nada sem estar atento nas consequências no seu organismo. Saiba que, tendo consciência ou não, estes alimentos vão ser digeridos pelo seu organismo físico e energético.

Então, quando alguém for te oferecer um alimento verbal, pergunte sem medo: contém glúten?

Referência:

  1. Livro Palavras de Vida Eterna, Emmanuel por Chico Xavier, cap. 87 – Alimento Verbal
Publicado em Espiritismo, Evangelho de Jesus

O Pedido de Casamento

Vou contar para vocês sobre um dia inusitado. O dia em que recebi um lindo pedido de casamento!

casamento

Toda manhã do terceiro domingo do mês, participo de uma tarefa de apoio aos mais necessitados. Há um senhor naquele local que sempre me ensina muito, vou chamá-lo de João (nome fictício/história real).

A minha jornada com o João começou faz tempo. Ele estava muito bêbado na primeira vez que nos falamos. João brigava com todos dizendo que não iria entrar na fila, mas queria levar a cesta básica assim mesmo. Eu me aproximei dele e disse com toda ternura do meu coração: “O senhor bebeu logo cedo?”. Ele sentiu toda a minha ternura e me disse sobre a qualidade das bebidas de hoje em dia. João me contou sobre o fato de não ter mais armas em casa, visto que sua mulher havia lhe dado um tiro certa vez. Neste ponto eu confirmei que não ter mais armas tinha sido uma prudente decisão. Ele também me contou choroso, sobre o seu netinho que iria nascer e que teria se afastado do filho. Enfim, ele entrou na fila, pegou a cesta básica e partiu.

Os próximos encontros foram intercalados em momentos em que João se apresentava para mim, mostrando que não estava bêbado. E em outros momentos em que ele nem se lembrava de nada, de tão bêbado. Um dia eu lhe perguntei sobre o seu neto que iria nascer. Ele chorou e disse: “Você se lembra?”. Sim, eu me lembro!

No domingo passado João estava lá. Ele estava com roupas sujas e rasgadas, num dia muito frio! Ele me contou que havia chegado 4:30 h e somente saiu da fila para tomar uma bebida. Ele me mostrou sorrindo que já não tinha dentes na boca. Eu segurei na sua mão e disse: “João, sua mão está fria!!!”. Ele se assustou com mais uma dose de ternura e disse muito carinhoso: “Você quer casar comigo? Dou-lhe um milhão de reais.” Eu ri muito. João me perguntou se em um milhão eu via dinheiro suficiente para não trabalhar mais. Eu lhe disse: “Para ser sua esposa eu precisaria aprender a usar armas, o senhor não deve ser muito honesto com as mulheres.” Ele sorriu, limpando algumas lágrimas e disse melancólico: “Ohhh, menina! Você não se esquece de mim.”.

Não me esqueço dele, pois ele é um grande professor para mim. Pensei em como eu poderia casar com uma pessoa com a alma tão adoecida quanto a minha? Nessa grande jornada da evolução em que estamos, há que se pensar nas bodas. Veja bem….

Este inusitado pedido de casamento me fez refletir muito e me fez lembrar da historia contada por Jesus. Me perguntei sobre quando estarei com a minha candeia cheia das virtudes de amor, fé e honestidade e poderei entrar em estado de profunda paz interior (Reino dos Céus), em pleno casamento com o meu Eu interior?

candeia

“O Reino dos céus será, pois, semelhante a dez virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo. Cinco delas eram insensatas, e cinco eram prudentes. As insensatas pegaram suas candeias, mas não levaram óleo. As prudentes, porém, levaram óleo em vasilhas, junto com suas candeias. O noivo demorou a chegar, e todas ficaram com sono e adormeceram.” Mateus 25-1:5

Nesta preparação para o dia do cassamento, há que se estar desperto e pronto para o noivo.

“À meia-noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo se aproxima! Saiam para encontrá-lo!’ Então todas as virgens acordaram e prepararam suas candeias. As insensatas disseram às prudentes: ‘Deem-nos um pouco do seu óleo, pois as nossas candeias estão se apagando’. ” Mateus 25-6:9

A preparação é individual. Apesar de encontrarmos muitos professores pela vida, mas as virtudes (óleo) devem surgir de dentro e não há como comprar ou pegar de outrem.

“Elas responderam: ‘Não, pois pode ser que não haja o suficiente para nós e para vocês. Vão comprar óleo para vocês’. E saindo elas para comprar o óleo, chegou o noivo. As virgens que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial. E a porta foi fechada. Mais tarde vieram também as outras e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abra a porta para nós!’ Mas ele respondeu: ‘A verdade é que não as conheço!'” Mateus 25-10:12

Você está pronto para tal casamento, para ser uno com o Deus que habita em você?

Chegará um dia em que Ele irá te reconhecer, pois cada dia você se aproxima mais da sua essência. Neste dia, vocês serão um só e viverão no Reino dos Céus.

Na jornada do autoconhecimento e da depuração do espírito, que todos nós possamos encher a nossa candeia de óleo para nos aproximamos da porta do noivo. Então, ele nos reconhecerá e nos esperará de braços abertos.

Enquanto isso… o namoro é a fase do aprendizado e, portanto, vamos namorar muito!

Luz Estelar!

Publicado em autoconhecimento

Qual o seu papel diante da crise?

Há um senso comum, uma fala que reverbera em nossos corações em que todos afirmam e reafirmam que estamos em crise. Convido você a refletir sobre este momento tão especial em que vivemos.
Antes de aprofundar sobre o tema da crise, vamos conceituá-la, para termos certeza de um alinhamento do nosso diálogo. Aqui, usarei o conceito trazido por Gramich para definir crise.
Temos uma crise quando o velho insepulto já não dirige os vivos e o novo ainda não se explicitou, não se qualificando, portanto, para orientar o presente.
Para Gramich, a crise se estabelece quando o velho não serve mais e o novo ainda não se estabeleceu. Ou seja, quando se vive em um momento de transição e passa a ser necessário se requalificar o novo. No espiritismo, religião que abracei na minha vida, há a teoria da transição planetária. Segundo estudos, estamos em uma fase na qual o planeta Terra deixa de ser um planeta de provas e expiações e passa a ser um planeta de regeneração. Ou seja, neste novo mundo não há mais expiações e sim provas e crescimento. Convido os meus colegas de crença para refletir e me ajudar a concretizar na prática, como seria viver em um mundo de regeneração? Estou falando na prática mesmo: vamos acordar e dar bom dia para todos? Teremos uma família? Terei vizinhos e muros nos separando? Na verdade, ninguém sabe, pois este novo cenário ainda não foi criado para nós.
Imagino que tenham pessoas que não compartilham desta crença da transição planetária do espiritismo, por este motivo, não vou me pautar nesta teoria para justificar o momento de transição em que vivemos, visto que não é preciso. Vou apenas me basear em fatos reais.
Observem que em todos os campos da nossa vida encontramos transição e, portanto, crise. Você prestou atenção que eu disse todos? Sim, todos os campos.
Vejamos no campo familiar, por exemplo. O antigo conceito de família não serve mais e novo ainda não se estabeleceu. Temos mães solteiras, avós de netos de um casamento anterior, crianças com duas mães ou dois pais, enfim, uma enormidade de variações que ainda não sabemos lidar. A educação das crianças que antes era apenas pelo olhar, agora tem que ser reinventada. Ou seja, a família precisa ser atualizada, mas para qual novo modelo? O novo ainda não foi concebido plenamente, estamos criando. Seguindo esta mesma linha de pensamento. Olhem a nossa política. A velha política não serve mais, mas qual é a nova?
Da mesma forma, não queremos mais o antigo modelo econômico, trabalhista e social. Até os nossos corpos estão rejeitando a proteína animal? Como preparar uma ceia de Natal vegana? Oi??? Estão preparados? E a nossa relação com o corpo? Academias, Cross Fit, Funcional…
Conforme observamos no nosso dia a dia, a crise se estabeleceu em todos os campos da nossa vida e este é um dos motivos que nos leva a estarmos tão ansiosos por não saber o que esperar do futuro e tão deprimidos por não conseguirmos nos desapegar do passado que não nos cabe mais. A saúde grita por estabilidade. A mente procura um sentido neste vácuo de padrões. Muitos suicídios e isolamentos nos assombram todos os dias.
Há tanto para construir que dá até uma pontinha de desespero, não é?
Agora vamos parar de mi mi mi.

Estamos, por algum motivo, inseridos neste cenário louco e vazio, né? E aí? Você já parou para pensar que nos foi dada a tarefa de construir este novo? O nosso papel não é de ficarmos lamentando que o mundo está isso ou aquilo e sim de fazer brotar o novo. Uma nova política, uma nova família, uma nova forma de se relacionar, novos relacionamentos internacionais, tudo precisa ser construído e o que você está fazendo aí parado nesse sofá?

Você deve estar se perguntando: “ok, mas por onde começar?” Ah, meu amigo, tenho uma resposta na ponta da língua: “Há tanto para se construir que você pode até escolher, mas não tente se apoiar no velho, pois é hora de se fazer brotar o novo.”

Bom, sabemos que a nossa tarefa não é tão fácil assim, visto que o novo não vai poder se pautar nos pilares do velho, porque há tanta desconstrução que teríamos uma base muito pouco sólida. O velho é sempre uma referência para o novo, mas nunca se distanciou tanto desse velho como agora. Apenas para os empolgados de plantão, ressalto que não estou falando em salvar o leão marinho ou a geleira dos polos, estou falando do nosso dia a dia. Sabe, aquele próximo bem próximo? Quando mudamos a nós mesmo, mudamos todos ao nosso redor, que por sua vez mudam todos ao redor deles, e assim por diante. Ou seja, mudar a si mesmo é o movimento mais efetivo de mudar o mundo.
Simplificando as coisas, vamos analisar na perspectiva da roseira para ficar mais claro. Pense bem, uma roseira não é chamada de árvore de espinhos apesar de ter muito mais espinhos do que rosas. Acontece um fenômeno lindo com a roseira, porque basta brotar uma rosa apenas para que todos se esqueçam completamente da enormidade de espinhos. Viu, basta mudar o foco! Na criação do novo há que se fazer brotar rosas no meio dos espinhos. Os espinhos não importam, ficarão obscurecidos diante da beleza da rosa.
“(…) o amor cobrirá a multidão de pecados.” Pedro 4:8
Vamos tornar tudo prático, para que não tenhamos dúvidas. Vou contar casos em que a pessoa fez este trabalho, ou seja, criou o novo e fez brotar uma rosa.
A Maria (nome fictício/história real) estava em profunda depressão. Maria tem 17 anos e vive em conflito com os pais em vários contextos. Maria pensava em suicidar, não via mais sentido na vida. Seus pais estavam preocupados, mas havia tanto distanciamento que eles não sabiam mais o que fazer. Um dia Maria abriu os olhos em seu quarto e pensou: “como aqui está bagunçado”. Ela resolveu arrumá-lo, mas não de um jeito comum, ela resolveu buscar um vídeo que ela já tinha visto sobre Feng Shui (arte de organização energética da casa). Ela colocou em prática no seu quarto. Então, a noite, na cozinha da sua casa, ela mostrou o vídeo para os seus pais. Apesar da descrença, eles resolvem abraçar a causa por verem que a filha querida estava saindo da cama. Então, todos se mobilizam todas as noites para conversar sobre mudanças na casa e por este caminho, o relacionamento familiar foi recriado. Entenderam? Os espinhos continuam lá. Eles ainda tem conflitos, problemas e desavenças, mas a rosa brotou e a família passou a ficar absorta pela rosa.
Um outro caso, o João (nome fictício/história real) é um pai de duas lindas crianças. Todos os dias ele chegava em casa a noite e se colocava diante da TV para assistir o Jornal Nacional. Ele percebeu que a sua esposa ficava com as filhas naquele momento e que ele estava vendo um resumo de tudo o que ele já tinha visto no dia e essas foram palavras dele. Ele então tomou uma decisão, não iria mais ver a TV e passaria a colocar uma música ambiente naquele horário, por volta das 20 horas. Sabe o que aconteceu? A família passou a se relacionar naquele horário e a rosa que ele fez brotar, transcendeu. As pessoas agora conversam. Legal, né? Não digo que você deve deixar ou não a TV, nada disso. O exemplo é para motivá-los a pensar no seu contexto e fazer as transformações que possam ser uma luz na escuridão.
Trouxe aqui casos da convivência familiar que são tão simples e tão transformadores.

Outro exemplo interessante é o movimento Cão Comunitário de Curitiba. Moradores de um bairro de Curitiba fizeram um movimento para cuidar dos cachorros da rua. Os cachorros são vacinados, tem camas, comidas e não são mais da rua e sim de cada um do bairro. Outro exemplo simples e transformador.

Cães dormindo em caminhas de pneus em Curitiba

Bom, agora a força está com você.
Como você vai fazer brotar a rosa?

Luz Estelar!

Publicado em autoconhecimento, Curas

A cura pela observação dos vícios

O seu processo de evolução acontece com a cura contínua, em todos os níveis: cura física (de doenças do corpo), cura de relacionamentos, cura das emoções e da mente. Este processo passa por uma melhoria contínua a ser realizada por você mesmo, a todo instante da sua existência. Mas por onde começar? O que eu posso fazer para ser melhor do que eu era há um minuto atrás?

A evolução do Espírito passa por uma caminhada cheia de escolhas.

A observação dos seus vícios é uma ótima bussola para lhe guiar nessa jornada da cura e da melhoria contínua, mas vamos pensar primeiros sobre conceitos.
O que é um hábito?

Pense sobre os seus hábitos. Há algo que você faz rotineiramente e que seja saudável? Ou seja, não trás prejuízos para você mesmo ou para outros?

Temos muitos hábitos importantes como beber água regularmente, procurar os amigos para uma boa conversa, se exercitar regularmente e outros tantos. Agora vamos entender o conceito de vício.

O vício é um hábito que adoeceu. Ele é nocivo e incontrolável. Além disso, trata-se de um costume persistente, ou seja, você tem dificuldades em deixar de fazer.
Agora sejamos práticos. Vamos imaginar uma pessoa chamada José (nome fictício). O José tem o hábito da leitura. Ótimo, não é? Ele adora ler e tem o hábito de ler todas as noites. Posso dizer que é um hábito bem saudável e útil. Você concorda?

É possível um hábito tão bom seja adoecido? Vamos continuar a história do personagem José.
O José tem um problema familiar, um casamento ruim e a sua relação com os seus filhos não vai muito bem. Então, toda noite, o José chega do trabalho, faz a sua refeição de forma bem rápida, toma um banho e começa a ler. Ele não gosta de ser incomodado durante a sua leitura e, portanto, ele não tem contato com a sua família. Bom, José, me desculpe a franqueza, mas o seu hábito se tornou um vício. O José está prejudicando ele mesmo e sua família, perdendo a oportunidade do convívio e do tratamento de conflitos importantes.

Claro que não conhecemos o José, é apenas um personagem inventado e precisaria de mais informações para fazer uma análise mais aprofundada. No entanto, pode ser que o José esteja fugindo dos seus problemas se escondendo atrás de um vício, concorda?

“O vício aparece constantemente onde há uma inadaptação à vida social. Por incrível que pareça, o viciado é um “conservador”, pois não quer correr o risco de se lançar à vida, tornando-se, desse modo, um comodista por medo do mundo que, segundo ele, o ameaça.” (3)
Vamos continuar. Agora imagine outro personagem fictício, a Joana. Adoro a Joana! Ela tem muita habilidade no uso do celular e consegue resolver várias questões da sua vida com o whatsapp, facebook, etc… Sempre que eu preciso, procuro a Joana para me ajudar com problemas de tecnologia. Um dia a Joana me procurou dizendo que todos os seus amigos reclamam que em festas e em eventos sociais ela não tira o olhar da tela do celular. Tadinha, ela já tentou parar com isso, mas ficar sem o celular lhe causa uma angústia muito grande.
Vamos levantar possibilidades, lembrando que se trata de ficção, a Joana nem existe, viu? Pode ser que a Joana seja tímida e que ter a desculpa de olhar para o celular durante uma festa lhe traga a segurança, um estado no qual ela não precisa se expor em uma conversa com pessoas desconhecidas. Pode ser, mas não conhecemos a Joana, somente ela mesma ou com a ajuda de um terapeuta possa concluir o motivo exato dessa angústia.

Agora, pare um pouquinho, analise os seus hábitos e seja sincero com você mesmo e os classifique: vício ou hábito?

Todo vício é um sintoma

O uso da observação dos seus vícios para encontrar caminhos para a melhoria contínua, para o progresso de cada um, requer uma honestidade extrema consigo mesmo. Você está preparado? Nos damos desculpas o tempo todo para justificar a ida em uma academia todos os dias até nos lesionarmos para fugir de convívios sociais; comer só mais um docinho, porque é gostoso e não para esconder a carência do coração. O vício é apenas um sintoma, a ponta do iceberg. O que te faz prisioneiro daquele vício?
“Os vícios resultam do nosso medo de assumir o controle de nossa vida e, ao mesmo tempo, do medo de nos responsabilizarmos por nossos atos e atitudes, permitindo que eles fiquem fora de nosso controle e de nossas escolhas.” [2]
Há tanto campo para a reforma íntima observando os vícios mais escondidos na nossa rotina. Vejam só alguns exemplos trazidos pelo Hammed (2):

Vício de …
… falar descontroladamente, sem raciocinar, desconectando-nos do equilíbrio e do bom senso.
… mentir constantemente para nós mesmos e para os outros, por não querermos tomar contato com a realidade.
… nos lamentarmos sistematicamente, colocando-nos como vítima em face da vida, para continuarmos recebendo a atenção de todos.
… nos acharmos sempre certos, para podermos suprir a enorme insegurança que existe em nós.
… gastar desnecessariamente, sem utilidade, a fim de adiarmos decisões importantes em nossa vida.
… criticar e mal julgar as pessoas, para nos sentirmos maiores e melhores que elas.
… trabalhar descontroladamente, sem interrupção, para nos distrairmos interiormente, evitando desse modo os conflitos que não temos coragem de enfrentar.

Adoro tratar esta questão sem falar em álcool, cocaína, cigarro, remédios para dormir, etc… estes são vícios que costumeiramente são vistos pela sociedade como negativos. Há questões energéticas, fluídicas e espirituais extremamente importantes sobre os vícios químicos, que tratarei no artigo Vícios químicos – uma visão espiritual, mas já fica aqui uma dica:
“O Cigarro é esse enroladinho de fumo que tem uma brasa de um lado e um bobo do outro.”(1)
Tenho certeza que para você, exceto se você for um Buda (um ser iluminado), alguns vícios precisam ter mais atenção. Há um vasto campo de trabalho na busca da melhoria contínua do ser e das curas em todos os níveis na simples observação honesta dos vícios. Reforçando a ideia do vício como um sintoma, conforme Hammed (3), viciados são todos aqueles que se enfraqueceram diante da vida e se refugiaram na dependência de pessoas ou substâncias.
Os vícios são métodos defensivos que as pessoas assumem como uma forma inadequada de promover segurança e proteção. É preciso tomar as rédeas da sua própria vida.
Termino este artigo com um trecho do Capítulo IX, item 9, do Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo:
“Compenetrai-vos, pois, de que o homem não se conserva vicioso, senão porque quer permanecer vicioso; de que aquele que queira corrigir-se sempre o pode. De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso. “
Ou seja, sempre há oportunidades de ser um pouquinho melhor do que fora há um minuto atrás.

Luz Estelar!

Referências:

1 – Simonetti, Richard. Não pise na bola. Editora Clarim.

2 – Neto, Francisco do Espírito Santo. Renovando Atitudes. Pelo espírito Hammed

3 – Neto, Francisco do Espírito Santo. As Dores da Alma. Pelo espírito Hammed