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Resumo do Livro dos Médiuns. Capítulo XXIII – Da Obsessão

Amo dar esta resposta: Ohhhh!!! Você se comunica com os mortos? Eu não, eles que se comunicam comigo. Eu só respondo por que sou educada.

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Não foram os médiuns nem os espíritas que criaram os espíritos; ao contrário, foram os espíritos que fizeram haja espíritas e médiuns. As comunicações e as influências dos espíritos ocorrem a todo momento e não apenas por meio das formas escritas ou verbais. É importante ressaltar que todos nós somos médiuns. A mediunidade acontece nas casas espíritas, nas ruas, nos hospícios, nas igrejas e no nosso dia a dia. Algo tão natural ao ser humano que merece bastante estudo e entendimento.

Kardec questiona:

Que se deve pensar dos que, vendo um perigo qualquer no espiritismo, julgam que o meio de preveni-lo seria proibir as comunicações espíritas?

Se podem proibir a certas pessoas que se comuniquem com os espíritos, não podem impedir que manifestações espontâneas sejam feitas a essas mesmas pessoas, porquanto não podem suprimir os espíritos, nem lhes impedir que exerçam sua influência oculta. Esses tais se assemelham às crianças que tapam os olhos e ficam crentes de que ninguém as vê. Fora loucura querer suprimir uma coisa que oferece grandes vantagens, só porque imprudentes podem abusar dela. O meio de se lhe prevenirem os inconvenientes consiste, ao contrário, em torná-la conhecida a fundo.

Então, vamos estudar. Certo?

Resumo do Livro dos Médiuns. Capítulo XXIII

Da Obsessão

Obsessão: Domínio que alguns espíritos passam a adquirir sobre certas pessoas. Ela é um dos maiores perigos da mediunidade e um dos mais frequentes. Ocorre por vontade do espírito, ora relacionadas à vontade de vingança, ora por inveja, além da simples vontade de atormentar alguém.

  • Obsessão simples: ocorre quando um espírito se impõe a um médium, interferindo em suas comunicações e se apresentando no lugar daqueles que são evocados. O médium atento consegue perceber tal influência.
  • Fascinação: ocorre quando uma ilusão produzida pela ação direta do espírito sobre o pensamento do médium. O médium fascinado não acredita que o estejam enganando. O espírito, neste caso, é ardiloso e procura afastar o médium daqueles que querem ajudar.
  • Subjulgação: ocorre quando o médium se vê paralisado em sua vontade e passa a agir ao mau grado do espírito. Basta uma palavra para que o paciente fique sob um verdadeiro jugo. A subjugação pode ser moral ou corporal.
    • Possessão: (termo comum na Bíblia) Este termo pressupõe a crença em um ser maligno e a coabitação de um mesmo corpo. Esta crença não cabe no estendimento atual e por isso, no livro dos médiuns, este termo foi substituído por subjulgação.

Outras observações:

  • O termo mau espírito é preferível ao espírito mau. Ninguém é em essência mau, visto que fomos criados à semelhança de Deus. Em algum momento, podemos estar com um comportamento mau e ter más intenções, que podem ser modificadas à qualquer momento.
  • Há espíritos obsessores sem maldade. Estes apenas querem fazer valer a sua opnião e se baseam em médiuns crédulos demais que não questionam a qualidade da comunicação. Estes se manifestam como Jesus, Virgem Maria, etc. dando ao nome uma veracidade dos seus conselhos. O que querem é impor suas ideias, por mais disparatadas que pareçam.
  • Há espíritos escrevinhadores, que são prolixos e se aproveitam de médiuns que se fazem fascinados com o fenômeno. Os espíritos verdadeiramente superiores são sóbrios de palavras; dizem muita coisa em poucas frases.
  • Pode ocorrer o fato de um médium se comunicar com um único espírito e isso não necessariamente é uma obsessão. Pode, portanto, indicar uma falta de maleabilidade do médium.

Formas de combater a obsessão:

  • Na obsessão simples, o médium percebe a influência e pode provar ao espírito que ele não está iludido e que lhe é impossível enganar. Outra coisa é dirigir apelo fervoroso ao seu anjo bom, pedindo-lhes que o assistam. Aos médiuns escreventes, é conveniente que interrompa o trabalho escrito, para que não se dê ouvidos ao que não é construtivo. {Comentário meu: geralmente aparecem frases estranhas na mente, repetindo algo como “compre batom, compre batom”, se o médium estiver atento, pode identificar facilmente e dizer “estou de dieta e não adianta falar isso mais”. Geralmente resolve}.
  • No caso da fascinação, não há limites para o domínio que o espírito assume sobre o encarnado de quem se apoderou. Pode-se mostrar para a vítima como ela está sendo ludibriada, no entanto esta tarefa é muito difícil. O fascinado, geralmente, acolhe mal os conselhos; a crítica o aborrece, o irrita e o faz tomar quizila dos que não partilham da sua admiração. Conclui: Ninguém pode curar um doente que se obstina em conservar o seu mal e nele se compraz. {Sugiro: Preces para fortalecer a vítima e aproximá-lo de seus verdadeiros mentores/anjos da guarda.}
  • No caso da subjugação corporal o obsidiado fica sem energia para dominar o mau espírito. Neste caso é importante a ação de um magnetizador mais elevado moralmente que o espírito. Por isso é que Jesus tinha tão grande poder para expulsar aqueles a que, naquela época, se chamava demônio, isto é, os maus espíritos obsessores.
  • As imperfeições morais do obsidiado constituem, frequentemente, um obstáculo à sua libertação. Pela prece e magnetização se pode afastar o obsessor, mas ele voltará se as más condutas continuarem: falar mal dos outros, desejar o mal, se entregar aos vícios, a preguiça, a vaidade. Somente a caridade, o trabalho no amor, pode efetivamente proteger o Médium.

Um caso:

[Conselho do espírito amigo] “Nenhum conselho melhor lhes posso dar do que o de dizer-lhes que desçam ao fundo de suas consciências, para se confessarem a si mesmas e verificarem se sempre praticaram o amor ao próximo e a caridade. Não falo da caridade que consiste em dar e distribuir, mas da caridade da língua, pois, infelizmente, elas não sabem conter as suas e não demonstram, por atos de piedade, o desejo que têm de se livrarem daquele que as atormenta. Gostam muito de maldizer do próximo e o espírito que as obsidia toma sua desforra, porquanto, em vida, foi para elas um burro de carga. Pesquisem na memória e logo descobrirão quem ele é. “Entretanto, se conseguirem melhorar-se, seus anjos guardiães se aproximarão e a simples presença deles bastará para afastar o mau espírito, que não se agarrou a uma delas em particular, senão porque o seu anjo guardião teve que se afastar, por efeito de atos repreensíveis ou maus pensamentos. O que precisam é fazer preces fervorosas pelos que sofrem e, principalmente, praticar as virtudes impostas por Deus a cada um, de acordo com a sua condição.”

  • Não se deve atribuir à ação direta dos espíritos todas as contrariedades que se possam experimentar, as quais, não raro, decorrem da incúria ou da imprevidência dos encarnados.

Perguntas e respostas:

  1. Por que não podem certos médiuns desembaraçar-se de espíritos maus que se lhes ligam e como é que os bons espíritos que eles chamam não se mostram bastante poderosos para afastar os outros e se comunicar diretamente?
    Não é que falte poder ao espírito bom; algumas vezes o Médium se identifica mais com o mau Espírito e, por isso, lhe dá grande poder.
  2. Parece-nos, entretanto, que há pessoas de muito mérito, de irrepreensível moralidade e que, apesar de tudo, se veem impedidas de se comunicar com os bons espíritos.
    É uma provação. E quem te diz, ademais, que elas não trazem o coração manchado de um pouco de mal? Que o orgulho não domina um pouco a aparência de bondade? Essas provas, com o mostrarem ao obsidiado a sua fraqueza, devem fazê-lo inclinar-se para a humildade. O mais poderoso meio de combater a influência dos maus Espíritos é aproximar-se o mais possível da natureza dos bons.
  3. A obsessão, que impede um médium de receber as comunicações que deseje, é sempre um sinal de indignidade da sua parte?
    Eu não disse que é um sinal de indignidade, mas que um obstáculo pode opor-se a certas comunicações.
  4. Assim, a impossibilidade de se comunicar com os bons espíritos seria uma espécie de punição?
    Em certos casos, pode ser uma verdadeira punição, como a possibilidade de se comunicar com eles é uma recompensa que deveis esforçar-vos por merecer. (Veja-se “Perda e suspensão da mediunidade”, item 220.)
  5. Não se pode também combater a influência dos maus Espíritos, moralizando-os?
    Sim, mas é o que não se faz e é o que não se deve descurar de fazer, porquanto, muitas vezes, isso constitui uma tarefa que vos é dada e que deveis desempenhar caridosa e religiosamente. Por meio de sábios conselhos, é possível induzi-los ao arrependimento e apressar-lhes o progresso.
  6. Como pode um homem ter, a esse respeito, mais influência do que a têm os próprios espíritos?
    Os espíritos perversos se aproximam antes dos homens que eles procuram atormentar, do que dos espíritos, dos quais se afastam o mais possível. Nessa aproximação dos humanos, quando encontram algum que os moralize, a princípio não o escutam e até se riem dele; depois, se aquele os sabe prender, acabam por se deixarem tocar. Os espíritos elevados só em nome de Deus lhes podem falar e isto os apavora.
  7. A subjugação corporal, levada a certo grau, poderá ter como consequência a loucura?
    Pode. Entre os que são tidos por loucos, muitos há que apenas são subjugados; eles precisariam de um tratamento moral, enquanto com os tratamentos corporais os tornamos verdadeiros loucos. Quando os médicos conhecerem bem o Espiritismo, saberão fazer essa distinção e curarão mais doentes do que com as duchas. (Item 221.)

Certa vez, contam que uma senhora foi levar ao Chico Xavier, grande médium, uma adolescente que queria desenvolver a mediunidade. Chico perguntou à senhora: “Quem lava-lhes os talheres e o prato após a refeição?”. A senhora disse que a filha não poderia lavar por causa das mãos delicadas. Chico responde “então ela não tem condições para desenvolver a mediunidade”. Não há outro caminho seguro, a não ser o aprimoramento moral.

Luz Estelar!

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Energia do Pensamento

Um querido amigo me pediu para preparar uma palestra sobre a Energia do Pensamento e o meu maior medo era cair no senso comum e ficar falando: você tem que pensar positivo! Bom, claro que a conclusão desse artigo será exatamente essa, mas lembrem-se o caminho é mais importante do que a chegada. Espero trilhar com vocês esta linda trajetória!
Ciência + Religião + Filosofia. Que mundo estamos criando com os nossos pensamentos?
Para trilhar este caminho, precisamos passar por três pilares do conhecimento: Ciência + Religião + Filosofia. Tudo junto e misturado, pois a separação é apenas ilusória.
Inicialmente, é importante debater os aspectos das crenças limitantes geradas pelas religiões da Idade Média. Há que se ponderar que não tem como falar em cura, autocura e poder do pensamento se ainda nos retermos ao pensamento de um Deus punidor e que nos castiga. Nem mesmo, na lei vingativa do Karma. Não há punição ou vingança Divina, há aprendizado sempre. Somos cocriadores de uma forma tão intensa que você nem pode imaginar.
O entendimento mais importante que o Espiritismo me trouxe, foi o de rememorar o que Jesus afirmava o tempo todo: Deus é puro amor. Ok, não estou falado daquele Deus que fica sentado em um trono julgado os seus “filhos”, nesse eu não acredito. O Deus que estou falando é uma força [1]! Uma força? Claro! E essa é a melhor explicação que podemos trazer para a nossa limitada capacidade para entendimento de Deus. Ele está em tudo, somos criados em sua semelhança, ou seja, em nós também existe esta centelha divina.
Você poderia se perguntar: sendo criados em sua semelhança, puros e perfeitos, por que sofremos tanto? Porque erramos (a palavra erro era traduzida do latim como peccatu) tanto?
Sofremos e nos adoecemos por nos distanciarmos da Lei Divina, que é a lei do amor. Caímos na dualidade aonde passamos a crer em que há o bem e o mal, a tristeza e a alegria e deixamos de ver o todo como uma só força. Nos revestimos de camadas e mais camadas de egoísmo, orgulho, raiva, depressão, vícios, ansiedade e tantas outras delusões combatidas por Buda e tantos outros grandes nomes da humanidade. A cada camada que nos libertamos, nos aproximamos da nossa essência e de Deus que habita em nós. Toda trajetória da evolução espiritual foi explicada por Jesus em uma historinha simples de um filho pródigo, que pega a sua parte da herança e sai da casa do Pai. Este filho gasta tudo, se perde nos prazeres da vida, e retorna para ser recebido em festa pelo Pai. Essa herança, que pode ser interpretada pela centelha divina, ainda está em nós. Então troque as palavras: “Eu sou chato”, por “Eu estou chato”, visto que amanhã você pode se libertar dessa camada e se aproximar do Pai. O mesmo serve para todas as delusões (imperfeições) que existem em nós.
Bom, agora você entende que o Pai está te esperando, como filho pródigo, de braços abertos? Esse Pai quer te ver vencer e não te castigar. Assim, cabe a você acionar essa centelha divina que há em você e caminhar para a Iluminação, para o Paraíso, para o Reino dos Céus ou qualquer nome que a sua religião der para essa paz de espírito que é viver na nossa essência.
A teoria na prática é bem mais complicada, né? Se o caminho ficar mais evidente, fica mais fácil seguir. Não desanime, pois a jornada é longa, mas é possível.

909. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?
“Sim, e, frequentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! quão poucos dentre vós fazem esforços!” [5]

Essa pergunta do Livro dos Espíritos nos faz pensar que lemos errado “esforços muito insignificantes”, como assim? Na verdade, a produção da mudança em nós ocorre com o pensamento e a sua irmã, a vontade. Toda força divina existente em nós se utiliza da propulsão do motor da vontade. O problema é que ainda confundimos força de vontade com vontade de fazer força.

Quando a nossa força de vontade oscila para a vontade de fazer força, a dieta não funciona mais, você para de aprender a tocar aquele instrumento musical, a cura financeira da sua vida vai por água abaixo. A Fé, fidelidade para com o que confiamos, é o combustível para o motor da vontade. Se você confia que pode chegar, você tem mais chances de se entregar e percorrer o caminho da cura. Qual cura? Aquela que leva o nosso espírito para a nossa essência, para a casa do Pai. Pode ser a cura de vícios, da depressão, das finanças, do mal comportamento, da mania de falar mal dos outros, enfim, tudo aquilo que nos afasta da paz suprema.
Disse-lhe Jesus: Todas as coisas são possíveis ao que crê. Imediatamente, gritando, o pai da criancinha dizia: Eu creio. Socorre a minha falta de fé. Marcos 9
Você deve estar pensando, mas eu vivo em um mundo limitado, em que é difícil manter a fé no futuro acesa. Concordo com você e se estamos aqui neste mundo é porque somos muito parecidos. Cada um tentando se libertar de alguma camada que, neste momento, mais lhe faz sentido se libertar. Se você não é um espírito puro como Jesus e está nesse perrengue como eu, você precisa se vigiar o tempo todo, pois tudo começa no pensamento.

“(…) a matéria mental é o instrumento sutil da vontade, atuando nas formações da matéria física, gerando as motivações de prazer ou desgosto, alegria ou dor, otimismo ou desespero, que não se reduzem efetivamente a abstrações, por representarem turbilhões de força em que a alma cria os seus próprios estados de mentação indutiva, atraindo para si mesma os agentes de luz ou sombra, vitória ou derrota, infortúnio ou felicidade.”[4]

Ao pensar, criamos ondas e matéria. Produzimos vida! Pelo campo energético produzido atraímos semelhantes e os semelhantes nos atraem. Vocês já pararam para pensar que quando você está passando por um problema, por exemplo, terminou um relacionamento. Várias pessoas aproximam de você com o mesmo problema. Você acaba por concluir: os relacionamentos estão falidos! Na verdade, você atraiu essas pessoas, o que é uma grande bênção divina. Pela lei da atração, você tem a oportunidade de encontrar caminhos para vencer os seus próprios desafios ajudando outros que passam pelos mesmos problemas. Já parou para pensar nisso? Quantos conselhos você já deu que são ótimos para você mesmo aplicar em sua vida? Enfim, atraímos tudo, o bem e o mal.
“Cada mundo possui o campo de tensão eletromagnética que lhe é próprio, no teor de força gravítica em que se equilibra, e cada alma se envolve no circulo de forças vivas que lhe transpiram do “hálito” mental, na esfera de criaturas a que se imana, em obediência às suas necessidades de ajuste ou crescimento para a imortalidade.”[4]
Para você que não é espírito puro, assim como eu, tem que vigiar o pensamento o tempo todo. Cuidar do que se fala e deixar os pensamentos negativos passarem pela mente sem fazerem morada. É igual dieta, tem que se policiar o tempo todo.

Forma Pensamento

O termo forma pensamento é comum na Radiestesia, no Espiritismo e em tantas outras ciências. Ele nos remonta ao fato de que tudo o que pensamos é matéria, visto que gera ondas e tem vibração e sintonia própria. Dessa forma, deixamos rastros de nossos pensamentos por onde passamos.
“O relógio permaneceu a respeitável família do século passado. Conserva as formas pensamentos do casal que o adquiriu e que, de quando em quando, visita o museu para a alegria de recordar. É um objeto animado pelas reminiscências de seus antigos possuidores, reminiscências que se reavivam no tempo, através dos laços espirituais que ainda sustentam em torno do círculo afetivo que deixaram”. [4]
Vou contar para vocês uma experiência que me mostrou um pouco do que é a forma pensamento e o seu poder:
A Igreja do Santo Cristo, nos Açores.
Trata-se de uma Igreja que guarda uma imagem considerada milagrosa e que muitas pessoas vão até lá pedir curas e para pagar promessas. Bom, nunca acreditei em imagens, apesar de amar profundamente o Cristo. Depois de ser convencida por um amigo, fiz o meu papel de turista e resolvi visitar a Igreja que, na festa do Santo Cristo, arrasta multidões.
santocristo2015
Ao entrar na sala aonde a imagem se encontrava, reforço que estava totalmente descrente, fui surpreendida por uma energia avassaladora e não consegui parar de tremer. Havia uma força me varria completamente e recebi um banho energético que me deixou em prantos. Fiquei ali por muito tempo, tentando entender o que estava acontecendo. Enquanto eu estava sentada no banco daquela sala, percebi muitas pessoas chegando ajoelhadas, subindo os degraus, para pagar promessas. Entendi que as formas pensamentos produzidas por aquela Fé incrível das pessoas tinha energizado tanto aquele local que o magnetismo dele poderia ser facilmente sentido. Como acredito no mundo espiritual, também imagino que vários espíritos iluminados visitem aquele lugar, pela pura lei da atração. Bom, conclusões minhas e que espero que façam sentido para vocês.
Depois dessa experiência, comecei a entender a importância dos altares e de se manter um cantinho sagrado para você que pode ser no plano material ou no plano astral. Este seu altar vai se tornando magnetizado a cada vez que você vibra positivamente nele e ele passará a produzir curas no ambiente, nas pessoas e em tudo o que cerca. Como criar um altar? Bom, ele pode ter um copo d’água e incenso como fazem os budistas, pode ter imagens como os católicos fazem, pode ser a sua casa toda, pode ser uma horta aonde você se distrai plantando ou ser simplesmente um local na sua mente, como uma cachoeira ou um lago, no qual você se sente em paz pensando que está lá.
“Nessa sala – explicou Áulus, amigavelmente – se reúnem sublimadas emanações mentais da maioria de quantos se valem do socorro magnético, tomados de amor e confiança. Aqui possuímos uma espécie de altar interior, formado pelos pensamentos, preces e aspirações de quantos nos procuram trazendo o melhor de si.”[4]
A conclusão que cheguei é que você pode colocar neste “altar” o que fizer sentido para você manter a sua mente focada no amor. Essa forma pensamento, ou energia matéria como retratado no livro Mecanismos da Mediunidade, poderá lhe ajudar a restaurar os ânimos quando você estiver em baixa vibração.
Com a consciência de que os pensamentos, associados com a vontade, podem curar ou adoecer, cabe a você escolher o qual energia lhe apraz.
662. Pode-se, com utilidade, orar por outrem?
“O Espírito de quem ora atua pela sua vontade de praticar o bem. Atrai a si, mediante a prece, os bons Espíritos e estes se associam ao bem que deseje fazer.” [6]

O que a ciência nos diz

Um fato importante destacar é a revolução científica que a física quântica nos trouxe apresentou muitas respostas, mas ainda mais perguntas. Há muito o que se estudar e muito o que aprender e comprovar, mas já temos um bom material.
Inicialmente, vamos lembrar que quando falamos sobre energia do pensamento, não há nada místico nisso. Os nossos neurônios transmitem informações por pulsos elétricos e todos os nossos órgãos são grandes geradores de eletricidade, o que nos permite fazer uma ressonância magnética e outros exames como eletrocefalograma, etc. Complemento, lembrando que toda corrente elétrica cria um campo magnético. Não há aqui nenhum conceito novo, visto que Hans Chistian Orsted, em 1820, percebeu a movimentação de uma agulha de uma bússola ao se aproximar de um fio condutor no qual passava uma corrente elétrica. Então, fica fácil concluir que os nossos pensamentos geram campos magnéticos o tempo todo, certo?
“Campo é o espaço dominado pela influência de uma partícula de massa”[3]
A pergunta que nos cabe agora é qual a qualidade do campo magnético que andamos produzindo? Relembro o artigo sobre arrepios e curas no qual você pode ver que pensamentos que fluem na lei do amor geram uma frequência elétrica alta e um campo magnético forte. Por outro lado, os pensamentos negativos são grandes geradores de campos magnéticos fracos.
Pouco se sabe, cientificamente, sobre a influenciação destes campos na saúde das pessoas. Vejam que até hoje não se conclui como uma antena da telefonia instalada ao lado da sua casa pode afetar a sua saúde. Ainda, não se sabe se os campos gerados pelo microondas, celular, wifi e tantos outros, podem realmente ser tão prejudiciais. Vários estudos estão sendo feitos e algumas conclusões já chegaram ao público, mas estamos falando aqui sobre o campo gerado pelos nossos pensamentos dos quais trago três evidências para ilustrarmos o tema.

1) Estudo do Senhor Masaru Emoto

Em seu livro, “Hado – Mensagens Ocultas na Água(2005)”, o fotógrafo Sr. Emoto demonstrou que ao dizer palavras de amor, felicidade e paz, os cristais de água poderiam ser fotografados em formas exuberantes. Por outro lado, as palavras de ódio, tristeza e repúdio formavam cristais feios e sem harmonia.
Apenar da grande repercussão, visto que ele chegou a vender mais de dois milhões de cópias de livros, há muitas críticas quanto à veracidade científica dos experimentos. Alguns criticam a experiência pela falta do rigor da pesquisa científica. No entanto, a amostragem é tão grande, foram tantas fotografias, que alguma coisa esta pesquisa nos quer dizer, principalmente por sermos constituídos praticamente por água.

2) Professor Ricardo Monezi

Em 2003, o Professor Monezi surpreendeu os professores da Faculdade de Medicina da USP com uma proposta intrigante de analisar o efeito da prática da impostação de mãos sobre camundongos [2]. Desta forma, com todo o rigor acadêmico, ele buscaria a análise científica da influenciação de um campo gerado pelas mãos de uma pessoa conectada com a energia do amor e com intenções de cura, através da técnica do Reiki.
Foram utilizados três grupos de camundongos. O primeiro grupo foi exposto a um tratamento Reiki de 4 dias, no qual, em cada dia, uma pessoa colocava as mãos sobre os camundongos, transmitindo-lhes Reiki (energia) durante 15 minutos. Importante ressaltar que não houve contato físico, apenas a influenciação de campo.
O segundo grupo foi submetido aos mesmos 15 minutos diários, durante os mesmos 4 dias, de uma mão de madeira e luvas, para isolar o efeito placebo que poderia existir. O terceiro grupo não teve nenhuma atuação.
Após os quatro dias de tratamento o pesquisador tirou sangue dos camundongos e este foi submetido a vários exames que vocês podem ver de forma detalhada na dissertação do Prof. Monezi [2]. O resultado mais relevante foi o de um tumor que foi adicionado a estas amostras de sangue e o grupo tratado com Reiki o combateu quatro vezes mais rápido do que os outros dois grupos. Esta pesquisa foi tão importante e relevante que abriu espaço para outras pesquisas do mesmo gênero no meio acadêmico e para iniciar a discussão da inclusão dos tratamentos Reiki na saúde pública.

3) O experimento com o arroz

Este experimento surpreendente foi algo bem caseiro, mas muito interessante. Uma equipe do Grupo Espírita Scheilla usou dois potes de arroz cozido. Um deles recebeu diariamente palavras de amor, carinho, elogios, etc. O outro recebeu diariamente somente palavras de ódio, tristeza e desamor. Depois de 10 dias o arroz com palavras negativas surpreendeu por se apresentar bem escurecido, como na foto abaixo.
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Após 60 dias, o arroz que recebeu palavras de amor foi a grande surpresa, por se apresentar tão branquinho.
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Diante deste simples experimento do arroz, me pergunto se estamos nos fazendo arroz branco ou arroz preto. Cada vez que você olha no espelho o que você está produzindo? E como você tem afetado o seu filho, marido, esposa, amigo, mãe e pai? Você anda produzindo arroz branco ou preto? Certa vez uma amiga veio me falar mal de outra pessoa, eu lhe disse: “Por favor, não me transforme em arroz preto!!!”. Claro que tive que explicar depois, mas nunca mais ela veio me transformar em arroz preto.
Agora que você já sabe o poder do seu pensamento, use em prol do amor e da cura!

Luz Estelar!

Referências

[1] A Sabedoria do Evangelho. 1964. Carlos Torres Pastorino.
[2] Ricardo Monezi, Dissertação de mestrado. Avaliação dos efeitos da prática de impostação de mãos sobre os sistemas hematológico e imunológico de camundongos machos. http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-23092014-145211/pt-br.php
[3] Mecanismos da Mediunidade. André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier.
[4] Nos Domínios da Mediunidade. André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier.
[5] Livro dos Espíritos, Alan Kardec
Publicado em Espiritismo

Um exercício de lógica para compreender a importância da caridade.

Se pudéssemos resumir todos os ensinamentos dos grandes mestres da humanidade em uma só lição, diríamos algo sobre o exercício do amor incondicional. Algo que ainda extrapola o nosso entendimento. O Hinduismo explica “você não tem que amar a rosa, você é a rosa”, é muito mais do que querer bem. Foi esse mesmo grande e nobre sentimento que levou Buda a amar tanto a humanidade ao ponto de iniciar a busca pela eliminação do sofrimento. Ainda, o grande Mestre Jesus disse: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” ou seja, não é qualquer tipo de amor, é o amor igualzinho o dele! Você está preparado para este sentimento?
O amor incondicional ainda é um sentimento muito distante da nossa realidade. Claro, se você ainda não é um espírito puro e está aqui nessa peleja como eu. Sei lá, né? Quem sabe tem algum espírito puro lendo o meu blog? Mas como diz Haroldo Dutra, se você ainda tem estômago e intestino, você provavelmente não é um espírito puro. Então este texto pode ser útil para você. Dito isso, acredito que para você, que tem intestino e estômago como eu, também seja bem difícil olhar para o outro, aquele que não participa do nosso meio de convívio diário, e amá-lo profundamente e incondicionalmente.
Vamos fazer um exercício para que fique mais claro com três passos:
1) Vai ali e ama aquele senhor morador de rua.
2) Ama aquela pessoa que te fez mal no trabalho.
3) Ama aquela pessoa do seu grupo religioso que briga com todo mundo.
Ohhhh seres que possuem estômago e intestino, é difícil, né?
Agora vamos pautar outros três exercícios:
1) Dê um prato de comida para aquele morador de rua.
2) Faça um relatório para ajudar aquele mala do trabalho.
3) Pare uns minutos para escutar aquela pessoa brigona do grupo espírita.
Ficou mais plausível para você, né? É isso… a caridade é o exercício do amor. É o primeiro passo!
Sabe, Jesus era puro amor, ele nos ensinou em toda a sua jornada aqui na Terra: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O problema é que ainda não entendemos que o próximo é todo mundo. Muito além da sua Igreja, da sua família, do seu setor de trabalho e alcança até aquele que pensa diferente de você… ou seja, é todo mundo! O conceito de próximo também inclui os animais, as plantas, o universo… tudo!
Assim, o exercício do amor é o único caminho para a nossa evolução. Jesus, ser de puro amor, disse, eu sou o caminho, a verdade e a vida. Como seria muito bom se seguíssemos um pouquinho do seu exemplo de puro amor.
O caminho é o amor, mas o ensinamento “o amor cobre uma multidão de pecados” perdeu o sentido no meio da deturpação do conceito de pecado e precisa ser esclarecido:
“Em sua acepção original, a expressão hebraica chatta’th, passando para o grego hamartia e depois, para o latim, peccatu, não indicava pecado como ofensa a Deus, mas sim qualquer tipo de erro, como errar o caminho para um endereço ou um lançamento de flecha errar o alvo.” [1]
Então, primeiro precisamos entender que Deus, criador do Universo, é puro amor. Ou seja, ele não fica magoado, de mal, fecha a cara e, muito menos, fica punindo a gente quando a gente comete pecados, ou seja, comete erros. O pecado não é uma ofensa à Deus e sim uma ofensa à sua própria evolução. O pecado (erro) é punido por você mesmo, a sua consciência castiga. Você, pecador (aquele que erra), precisa se livrar do erro para evoluir e a sua vida prosperar. É uma jornada. Ao amar, você supera uma multidão de erros (pecados). Ficou mais lógico? Os passos para o amor são passos largos na caminhada da evolução. Para amar é preciso se libertar do ego, da vaidade, dos desejos infelizes, da raiva, ou seja, é a lapidação do ser tão explicada pelos grandes mestres da humanidade. A caridade, como dito anteriormente, é o exercício do amor.
Concluo com a fala do querido apóstolo Paulo:
“Ainda que eu falasse a língua dos anjos, ainda que eu tivesse o dom de profetizar e conhecer todos os mistérios, e ainda que eu tivesse toda a fé possível, capaz de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada serei”. Paulo 1ª Carta aos Coríntios.
Seja caridoso o tempo todo e não somente nas épocas do Natal, pois “Fora da caridade não há salvação”.

Luz Estelar!

Referências:
Bíblia
O evangelho segundo o espiritismo
Livro Sândalo